Agora escrevo de Dublin, Irlanda. Aqui muitas coisas são lindas, mas dá medo ser estrangeira.
Sinto muitas saudades de casa e não faz 1 semana que estou aqui. Saudades da minha família, dos meus bichinhos e dos amigos, uma saudade que poucas vezes senti.
Entendo quase tudo do que me dizem e não consigo dizer quase nada. É muito louco. Não é uma solidão muito boa, mas faz com que eu tenha vontade de aprender mais rápido e me comunicar logo.
O louco é que já fui muito tímida e hoje a sensação de querer me comunicar e não conseguir é tão castradora, é sufocante. É como me sinto. Não podendo falar português e não sabendo falar inglês, entendendo o que dizem e sem poder dizer o que quero dizer.
Me dizem que logo conseguirei. Logo terei que escrever em inglês, porque está uma confusão na minha cabeça, rs que nem português direito estou sabendo escrever. rs
Beijos
sexta-feira, setembro 16, 2011
quinta-feira, setembro 08, 2011
Excesso.
segunda-feira, setembro 05, 2011
sábado, setembro 03, 2011
Agregada
Eu quero escrever sobre uma pessoa muito especial para mim, a Roseli Perella.
Durante 9 anos ela foi uma mãe para mim, exemplo de mulher forte, guerreira, me inspirei muito nela em muitos momentos. Aprendi muito com ela, provei as comidas, sinto tantas saudades do macarrão com frango assado...rs É bem dolorido para mim ainda essa distância dela. Ela me lembra um pouco minha avó Donata, nordestina, que na década de 40 já trabalhava e tentava ter sua independência, nunca dependeu do meu avô, criou o meu pai, meu tios e sempre forte, brava, guerreira, mulheres assim que eu admiro. Não sei se um dia terei a sorte de ter uma sogra assim como a Roseli, mas por 9 anos eu tive e hoje acredito que tenho uma amiga, alguém que acredita em mim e nossa, como me ajudou e ajuda. Eu só tenho a agradecer por tudo, tudo. Por ter me recebido em sua casa, por ter sempre feito eu me sentir querida, por eu ter experimentado o que é de verdade uma família unida, com todas as diferenças nos Natais, Páscoas, Aniversários, eu sempre me senti parte da família de vocês. Eu sinto ainda. Eu não sei muito bem como vou lidar com isso, mas me conhecendo acho que será assim que me sentirei sempre, independente de qualquer coisa.
Eu agradeço muito a família Perella, aprendi muito, muito mesmo e me dói saber que vou me afastar porque é a vida, as coisas são assim, as pessoas tem os seus códigos e nem todo mundo entende sentimentos verdadeiros. Não poderei estar presente como nesses anos estive, mas estarei em vocês e vocês estão para sempre em mim. Vou rezar todas as noites para aparecer na minha vida uma sogra tão gente fina, tão maravilhosa como a que eu tive o prazer de ter. E tem gente tão bitolada que diz que nem minha sogra ela foi, afinal eu não fui casada... rs Pra essas pessoas eu digo, ela não foi mesmo uma sogra, foi amiga, foi mãe, foi tudo.
Evolui muito de 1 ano pra cá. Quem diz que as pessoas não mudam ou que não podem ser felizes sem estarem em um relacionamento, não chegaram ainda nesse nível de amadurecimento, eu agradeço aos céus todos os dias por ver as coisas com tanta clareza, por tudo ter acontecido comigo, até os momentos em que me senti a pessoa mais decepcionada do mundo. Eu escrevo porque eu gosto, porque preciso também, chega uma hora que quero escrever sobre o que eu sinto, porque nem tem todo mundo tem paciência pra me ouvir...rs E o blog, lê quem quer.
Hoje não tem desenho e nem pintura. Só letra e mais letras. :)
Ando sentimental demais ultimamente, na verdade eu sou assim, vamos lá, verbo do signo de câncer: Sentir. rs
Chega por hoje, Anônima tá aí, voltei... só porque sei que os vícios são punks...rs beijo.
quinta-feira, setembro 01, 2011
Buscando Estrelas II - O retorno.
Desde que pensei nesse blog, há anos atrás, antes mesmo de vir para o blogspot, ele sempre teve o objetivo de ser uma extensão de mim. De falar das coisas que gosto, que não gosto, refletir com palavras sobre determinados assuntos. É complicado me separar de mim mesma, hoje vejo que a vida toda eu era várias, e todas confusas, isso me prejudicava em todos os sentidos, precisei parar, precisei querer me encontrar, me encontrei, mas sempre precisarei ir me achando, as coisas estarão sempre em movimento dentro e fora de mim. Tá chegando a viagem, nem sei muito o que dizer, nesses 4 meses reencontrei amigos, fiz amigos, conheci novos lugares, tanta coisa, tanta coisa, vivi com sede e liberta de mim mesma. Eu era presa por não me conhecer, a maturidade é um prêmio, tenho muito que aprender, eu sei. Mas hoje sei exatamente o que eu quero, tenho o meu foco que é a arte e tudo que vier, será consequência disso.
Eu não sei se vou escrever de novo antes de viajar, acho que eu não quero, não está sendo nenhum um pouco fácil para mim deixar minha família, meus bichinhos que são tudo para mim, é uma prova de coragem e tanto, mas sabe quando você tem uma certeza no fundo do coração de que tem que fazer isso? É isso que sinto, eu tenho que ir, e quando voltar o que tiver que ser será. Estou vivendo momentos e sentimentos intensos demais, eu digo que nunca vividos por mim, mesmo assim, eu tenho que ir e me desapegar de tudo daqui, só assim sei que as coisas podem dar certo quando eu voltar.
Eu agradeço a todos, todos que de alguma forma estiveram comigo nesse tempo, pessoas que de alguma forma contribuíram para esse reencontro comigo mesma (Não citarei nomes, mas os tenho em meu coração e para sempre). Enfim, sou uma sortuda e só tenho que agradecer. Seja lá o que for acontecer, já aconteceu tanta coisa boa que estou até passada... rs
Eu nunca fui tão eu, como sou agora. Agradeço a tudo, tudo que aconteceu para que eu me enxergasse.
Se me der na telha, volto antes da viagem... vamos ver como será a derradeira semana antes da viagem.
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| Desenho de janeiro, mas acho que casa com o momento. Aquarela e nanquim sobre canson - tamanho A4. |
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