sexta-feira, dezembro 07, 2012

Postagem sobre o Nada Pós- Moderno


Vendo entrevistas do Criolo e ouvindo suas músicas, sinto orgulho de fazer parte da mesma geração que ele. É como um presente, já que a minha geração marca pela superficialidade, futilidade, consumismo, etc... características do Pós-Modernismo.

Somos a geração do deslumbre, não sabemos lidar com o simples, com o objetivo, adoramos complicar e reclamar de tudo achando que estamos sendo críticos, quando na verdade estamos só reclamando mesmo e competindo para ver quem tem a vida mais triste.

Queremos a independência, mas precisamos de afirmação o tempo todo, não nos bastamos, é preciso que o outro sempre elogie, sempre opine.

Quando você consegue enxergar tudo isso e vê que o caminho é pensar diferente, um monte de gente te acha egoísta, esnobe, estranho, quando na verdade esses que julgam são do time da Superficialidade completa e só enxergam o seu próprio umbigo (não se colocam no lugar do outro). Acho que existem dois tipos de egoísmo: o bom, aquele que permite com que você se conheça acima de tudo e se conhecendo fica mais fácil entender como funciona os relacionamentos e o ruim, aquele que faz com que você pareça generoso, mas na verdade você está o tempo todo cobrando dos outros atitudes que não tem com o outro.

Depois da Irlanda, de me entregar a esse país com um amor que só eu sei, aprendi que pensar em mim, fazer as coisas pensando no meu bem-estar, não me anular, etc... é o essencial para me relacionar bem com todo mundo... Aqui no Brasil nós gostamos de parecer generosos para sermos reconhecidos, a falsidade norteia nossas atitudes mesmo que de forma inconsciente.

Eu não quero ser melhor que ninguém, eu quero ser eu mesma, como venho sendo. Eu não quero competir para saber quem tem a vida mais triste, a dor mais forte ou a voz mais rouca por conta das aulas. Eu quero é passar algo de bom para os meus alunos, como pessoa e como profissional, quero ser feliz na minha rotina cotidiana, transformar o meu mundo, já que não posso fazer escolhas por todas as pessoas que amo.

quinta-feira, outubro 25, 2012

Ando sumida daqui do blog, não por falta de vontade de escrever, a falta de tempo é o principal motivo.
Quem sentir falta, estou com uma página no facebook para mostrar um pouco do que ando fazendo:
https://www.facebook.com/GiArchanjo

Passa por lá se quiser! :)

Um beijo.

quarta-feira, julho 25, 2012

Out

Ter vivido lá fora me mudou. Não assisto mais TV. Não me interessa mais muita coisa daqui e não é arrogância, percebi que a vida é muito mais linda, muito maior do que os Meios de Comunicação quer que acreditamos que seja. Percebi que somos criados para vivermos na mediocridade e aceitamos, porque a maior parte de nós não tem muita chance de sair e ver como são as coisas, os livros, as informações, tudo isso nos ajuda, mas como a educação do nosso Brasil falha, tudo falha.
É uma bola de neve sem fim.
Cheguei num nível em que não quero mais ver TV, não quero ver os noticiários "pingando" sangue, os programas apelativos e as novelas que não acrescentam nada a minha vida.
Eu sou da música, dos livros, do escrever, pintar, do pensar.
Sou tão melhor assim e isso conquistei lá fora.

Estou pintando, desenhando, pensando, conversando, amando. Estou muito feliz.

Quero voltar logo para lá, visitar os que deixei.






sexta-feira, junho 29, 2012

Box

A ideia desse blog sempre foi falar um pouco sobre a minha arte, consequentemente sobre mim, e aí já vão alguns anos... Tanta coisa se transformou em mim, na minha vida e na minha arte. Progredimos. É a minha constatação. No meu peito sempre terei a saudades, ter me deparado com a Família Young foi um dos maiores presentes da minha vida.  Algumas coisas que me causaram choro e sofrimento num primeiro momento, também foram grandes presentes. Hoje me conheço tanto, e quero sempre me conhecer mais. Tenho tanto que agradecer, eu só agradeço, mesmo as coisas ruins, me fizeram ser gigante, um monstro de força diante de tanta solidão e medo. Agradeço.
Estou muito feliz, eu nunca deixei de acreditar, nunca, eu acredito em mim, acredito no meu trabalho: eu posso ser Au Pair, Professora de Artes, Artista, eu posso ser o que eu quiser porque eu amo. Não sou de Pedra, o amor me move, é esse o meu grande segredo.

Volto pra Europa e não vai demorar, mas minha casa oficial é aqui. rs
E o maior presente foi ter participado do Projeto Oficial de Arte de Rua em Dublin City. 
Foi muito especial para mim.<3


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quarta-feira, junho 06, 2012

Sobre as palavras.




Não existe idioma que decifre uma palavra, ela pode ser cheia e vazia de significados. O que valoriza as palavras são as atitudes, sem elas, as palavras são ocas. Essa constatação me fez ir mais longe: o silêncio e as atitudes significam mais do que palavras e se as palavras podem ser vazias, porque falamos tanto? 

Escrever é diferente, é registrar a palavra. Colocá-la em outro patamar, um degrau acima. 
Não que o registro signifique muita coisa, na literatura permite sonhos, fantasias, conhecimento...Notícias. 
O poder da palavra é tão grande e ao mesmo tempo tão pequeno, varia de pessoa para pessoa. 
A palavra é uma pessoa. 
São tantos tipos de pessoas e tantos tipos de palavras. Tem as fracas, as que não dizem nada, as fortes, corajosas, intensas, as delgadas, superficiais, as chatas, as belas e iluminadas. Tantos, tantos tipos. 

Atribuímos muitos significados e passamos a viver a espera disso, como se viver dependesse da aprovação das palavras/pessoas. Só que somos seres únicos, vários mundos. O significado varia de pessoa para pessoa, então o desejo pode significar para mim A, e B para você; o que é louco, porque são expectativas sempre diferentes, ninguém é igual a ninguém, esse é o grande barato.

Daí eu pego a palavra Amor e vejo tudo que está ligado aos seus significados e penso o Amor é algo para mim e para você pode ser outra coisa, pego Saudade e é a mesma coisa, significados diferentes. Aí penso na atitude, e a palavra atitude??? é vazia se não tiver cheia de ATITUDE... 

Faz um tempo que deixei de acreditar em palavras alheias. Acredito nas minhas, são as únicas palavras que posso controlar, que posso encher de atitude. Procuro deixá-las cheias, intensas de significados, ás vezes nem preciso delas, eu sou elas. 

Eu, a grande palavra ambulante. A que silencia, que erra e acerta, que acredita e se joga. 
A palavra que procura Viver hoje primeiro e depois o amanhã.