terça-feira, fevereiro 11, 2014

Mini Wedding

Desde que começamos a ter a ideia do hapenning/casamento fiquei com vontade de escrever um pouco sobre o processo todo, os meus sentimentos durante os meses que antecederam essa aventura. 
Foram 3 meses de muito trabalho, de muitos gastos, de confusões, decepções e realizações.
No fim me perguntei: valeu a pena? Valeu. 
Olhando a alegria dos meus pais que nunca pensaram que veriam a sua única filha mulher casar, valeu muito a pena ter podido dar a eles essa alegria e o mais importante, do meu jeito, do jeito do Paulo. Claro que não saiu perfeito, como queríamos, mas escolhemos algumas coisas que seguimos com elas até o fim. Não tivemos padre, não tivemos pastor. Queríamos alguém que fosse espiritualizado e que nos conhecesse de verdade, que falasse da gente com verdade, a escolha da Denise foi a mais acertada. Em certo momento, meu pai disse: - Acho que todos casamentos deveriam ser assim: de verdade. Você sentir que quem está ali, fazendo a cerimônia, está ali de verdade e estará em muitos outros momentos da sua vida, porque é da sua família apesar de não ter o seu sangue. Minha mãe disse: - Estou muito feliz, ela desde pequenininha sempre disse que não ia casar, que não gostava dessas coisas e hoje isso tudo... estou muito feliz. Ouvir essas coisas das pessoas mais importantes para mim, não tem preço. 
Os julgamentos de pessoas que sabiam que eu não gostava da palavra casamento e de todo mimimi e bafafá que ela envolve, não tem importância para mim, apesar de tê-las como pessoas queridas, não foram capazes de entender que tudo envolvia bem mais do que um desejo ou um mero capricho meu. Eu quis agora, eu sei porque quis, eu mudei de ideia, eu sou livre para mudar minhas ideias, achei que nesse momento tinha que fazer isso e fiz. Minha consciência está limpa, fui verdadeira comigo e passei por cima do meu próprio discurso de que jamais casaria no civil ou faria uma cerimônia qualquer que fosse. Casei. Na minha cabeça, já estava casada com o Paulo, mas formalizar foi registrar isso no tempo, na história de nós dois e no coração das pessoas que nos querem bem de alguma forma, sem esperarem nada de nós.
Tive decepções, pessoas que não entenderam essa minha postura e de alguma forma ficaram magoadas comigo. Eu entendo e também fiquei magoada, estou magoada, não imaginava isso de forma alguma. Imaginei que a partir do momento que soubessem do casamento, ficariam felizes por conhecerem minha história de vida. Eu estava errada, só a minha felicidade não basta, precisava mais. Precisava algo que ainda não sei e que talvez nunca saberei. Isso me entristece, mas de alguma forma me amadureceu um pouco mais. A felicidade dos meus pais, do meu marido, dos meus gatos e cachorros, de quem eu amo e me entende como a pessoa que sou, me faz ser mais feliz e verdadeira comigo mesma. 
Assim, fecho um ciclo, inicio outro e continuo caminhando em busca de uma paz que venho conquistando dia a dia. 
Agradeço a todos que nos ajudaram nessa aventura, eu sou péssima em organizar festas e eventos, sou introspectiva e gosto de ambientes calmos e paz. Ser o centro das atenções no mundo real, não é comigo, em vários momentos me senti desconfortável e com vontade de me esconder embaixo de alguma cama, mas enfrentei tudo, lembrava da minha vó Donata e pensava: - Por cima de medo, coragem. Seguia em frente. Agradeço a todos que compareceram: a minha família, a família do Paulo. Todos que fizeram esse dia ser especial e ser de superação para mim e para ele. Eu sabia que ele estava tão perdido quanto eu e que já estávamos fazendo parte de uma engrenagem maior do que imaginamos e que tínhamos que enfrentar tudo com coragem.
Obrigada aos comentários lindos que recebemos, obrigada pelos presentes que vão nos ajudar muito nessa nova/velha etapa da nossa vida.
Obrigada por tudo e que o universo diga amém a todos os votos sinceros de felicidade e de amor que recebemos.



terça-feira, janeiro 21, 2014

Sometimes I can smell it from there...

I was to listen The Killers. For one moment I feel there. I went for streets and avenues and I saw every place from my reality in the past. I can smell it from there and the cold air in my face. I'm happy for that, I always have my dreams and my creativity. I miss you my fair city. :)


quarta-feira, janeiro 15, 2014

No ano de 2013...

...fiz poucas postagens aqui no blog. Nem fiz o balanço do ano, como costumava fazer todos os anos, eu não sei muito bem porque. Fiquei quieta, cheia de afazeres, de responsabilidades... quando vi, o ano tinha acabado, o blog tava esquecido e eu no meio de tudo isso.
Quando eu comecei esse blog foi para escrever e postar desenhos, coisas que tenho feito. Escrevi muita coisa em 2013, mas não publiquei aqui. Me senti querendo ficar sozinha, sem julgamentos, sem nada. O facebook já é muito para mim, é um ótima ferramenta de trabalho, mas muitas vezes as coisas dão errado, as pessoas não conseguem ser tão livres quanto gostariam de ser, inclusive eu. Eu não sou perfeita, tenho montes de defeitos que quero tentar transformar em qualidade e muitas vezes viver em sociedade só tem atrapalhado essa minha empreitada. Eu sempre gostei da solidão, ela me ajuda a ver as coisas com mais clareza, gosto de eu mesma chegar as minhas conclusões.
Eu penso no facebook de um forma peculiar, não gosto de expor o que eu acho que não deve ser exposto, mas ao mesmo tempo sou bastante de como sou na "vida real". O que acontece é que a vida é muito maior do que o facebook, eu não vou discutir por facebook, eu não vou valorizar ou superdimensionar coisas do facebook. A minha vida não está no facebook e eu preciso dele para expor um pouco da minha arte, para manter contato com amigos de outros países e amigos que não tenho contato no dia-a-dia. Eu não me acho um monstro por ser assim, por ser muitas vezes anti-social, eu penso a favor de mim, o que me faz bem? o que me faz feliz? me faz feliz pensar, me faz feliz ler, me faz feliz ficar com meus gatos e cachorros, me faz feliz escrever, pintar... Eu sou professora de artes e a troca de energia não é pouca, termina a semana o que eu quero é paz, silêncio... Eu sou estranha, eu nunca escondi de ninguém que sou assim. Não me interessa ser o centro das atenções, quando eu falo que quero viver da arte é viver do meus traços, da minha pintura, a minha intenção é de que a minha arte seja conhecida e eu posso viver só disso, sem precisar dar aulas em escolas. Esse é o meu sonho. Outro sonho é me mudar do Brasil. Eu quero muito sair daqui direitinho, ter um visto para algum país da Europa e viver lá, mesmo que com pouco, viver em um lugar onde eu me sinta respeitada como cidadã, aqui eu me sinto nada. Estou na selva.
Mas é aqui que nasci e que eu tenho meus pais, isso me segura aqui, eu não quero arriscar tudo e perder eles. Minha mãe está frágil e eles são preciosos demais para mim. Não posso simplesmente ouvir meu coração e partir, preciso ouvir a razão e por enquanto ficar aqui, quando for a hora eu saberei e irei, como foi da outra vez.

Ando produzindo bastante, conseguido conciliar escola e trabalho autoral, não é fácil, mas tenho conseguido. Semana passada fui chamada para dar 8 aulas semanais de artes em uma escola particular. Eu aceitei, é de manhã e vai me ajudar a comprar passagem para visitar minha Dearbhla na Irlanda.
2014 terei que conciliar duas escolas, um monte de diários e meu trabalho de desenho e pintura. Estou procurando galerias, lojas, estou montando a loja na Tanlup com algumas ilustrações. Tenho que produzir mais, porque praticamente vendi as que estavam prontas.

Agora em fevereiro vou casar, está tudo uma correria. Vamos casar no civil e uma cerimônia pequena para a família, um mini wedding. Estou muito feliz, já me considero casada, esse é um passo a mais para me mostrar que tudo pode acontecer na vida da gente, até eu casar. rs

Enfim... vou postar os últimos de 2013.

Feliz Ano Novo e que 2014 seja claro e leve.






















terça-feira, junho 25, 2013

Drawing

Há meses não posto nada. Mas não estou parada, tenho produzido pouco, mas tenho.
Alguns mais reais, outros menos... enfim, venho tentando encontrar meu caminho.
Ás vezes acho que estou caminhando bem, outras vezes acho que devia me jogar em outras coisas, outras linguagens.









domingo, março 24, 2013

Da vida e da Arte.


A palavra "Casamento" muitas vezes soa de forma assustadora para muitas pessoas. Meus avós não foram exemplos de casamentos felizes, conheço poucas pessoas que falam do próprio casamento de forma bacana, na maioria das vezes falam de maneira irônica e amarga, e eu mesmo do fundo de toda a minha boa vontade, sempre tive medo da palavra e da ação, da prática.
Além disso, nunca fui a menina que ama rosa, que sonha com o príncipe e que queria ter tido a festa de 15 anos e casar com um grande vestido de noiva. Sempre pensei de forma mais livre, o rótulo da palavra sempre me incomodou a ponto de sim, eu acreditar numa vida em comum com alguém, mas abolir os rótulos todos que a palavra traz.
Eu sou livre, não preciso entrar em umas de querer as coisas porque esperam que eu queira e porque rotular é a melhor maneira de aceitá-las. Eu moro junto, eu tenho um casamento com meu companheiro e isso para mim é suficiente, claro que eu gostaria de ter um dinheiro sobrando e fazer uma festa para a minha família e a dele para dizermos: estamos juntos, felizes, planejando o presente e o futuro juntos. Mas ainda não temos esse dinheiro para a festa do nosso jeito.
Vejo tantas coisas bobas, leio nessas redes sociais tanta babaquice, que muitas vezes me pergunto em que mundo essas pessoas vivem, não é o mundo real, é o mundo do deslumbre, do consumismo, do querer por querer. O importante se perde diante de tanta futilidade, para ter meu casamento do meu jeito, eu não preciso de um vestido gigante, nem de uma igreja cheia de lindas flores e tudo que querem que eu acredite para que possamos ser felizes e abençoados. Eu já o tenho e eu posso passar a minha vida toda assim: sendo abençoada pelo Deus que eu acredito e pelas pessoas que me são importantes.
Um dia quando eu puder fazer um happenning do meu jeito, do jeito dele, do nosso jeito, aí sim! Para mim a aliança é só um detalhe de tudo isso, tem muita gente que usa aliança e que não respeita toda a simbologia por trás dela, eu não quero isso para mim, só uso aliança se eu garimpar o ouro e aprender a fundir e fazer as nossas alianças, as coisas só tem sentido para mim se forem assim, construídas, se tiver história, significado além dos rótulos. :)

Nessas últimas semanas fiz bastante coisa, finalmente fiz um quadro que estava encomendado fazia tempo e fiz a Amy Winehouse. 

Amy Winehouse
Acrylic on Canvas - 50 X 80 cm

 Audrey Hepburn
Acrylic on canvas - 70 X 100 cm

 Wall