segunda-feira, fevereiro 16, 2015

Leve como o peso da Bailarina

Eu não tenho paciência para dramas, eu não tenho paciência para novelas. Eu quero a simplicidade de tudo. Da vida, do amor, do meus traços, das cores, de mim.
Prefiro ser sozinha do que estar entrelaçada em linhas que não são minhas.
Me equilibro, me busco e me acho na minha solidão.
Eu sinto muito e por sentir assim, eu sofro, sou capaz de me punir por não ser o que esperam de mim. A minha salvação é o afastamento, não sou o que esperam, mudar tanto assim me fere e não posso com isso, então vou embora, essa é a minha defesa, estar só.
Ninguém sabe de mim.
A vida é assim, quando você percebe isso, tudo pode parecer pesado mas é leve...
Leve como o peso da bailarina.





segunda-feira, fevereiro 02, 2015

Como a bailarina



Hoje  desenhei bailarinas...várias, fechei os olhos de todas elas, são livres, dançando, flutuando...

E eu querendo ser como elas: leve, solta, cheia de luz e sem mágoas pequenas ou grandes.








segunda-feira, janeiro 26, 2015

Das minhas profundezas.

Eu poderia gritar o mais alto que conseguisse.
Gritar para soltar a tristeza que fica cada vez que a vejo assim.
Poderia esquecer de ir aí, arrumar compromissos, tentar viver a minha vida de filha omissa.
Não ir almoçar, não ir jantar, não ligar. Sumir.
Seria mais fácil sumir e gritar.
Mas aceito com resignação que eu tinha que ser eu.
Eu das profundezas de ser eu mesma.
Eu que vejo você cada dia mais fraca e triste,
Eu que vejo você cada dia menos você.
Você que esquece as coisas e que tem mais medos do que todos nós juntos, e quem dera eu pudesse fazer dos seus medos os meus. Eu os pegaria e colocaria lá longe onde coloco tudo que me tira os sonhos, que me entristece, que me faz sofrer.
Você que eu não consigo esquecer, não consigo colocar longe de mim.
Eu poderia gritar o mais alto que conseguisse.
E mesmo esse grito, o maior grito do mundo, seria baixo diante do que sinto.





sexta-feira, janeiro 23, 2015

Sorriu - fim.

Todos os dias eram iguais: ela ia buscar sonhos em páginas alheias, incapaz de encontrá-los em sua vida/página.
Entrava nas páginas das amigas, olhava, sonhava, ia para outra página e outra e outra... pulava de página em página. Queria saber quem eram aquelas pessoas, o que elas queriam, para onde iam?

Um dia bateu o olho nele. Que foto linda! Que sorriso! Quem é ele? Será que existe? Com quem ele anda? Onde ele vai? Viu cada mensagem, cada foto, viu a namorada dele, achou ela feia.

Saiu da página.
Desligou o computador e foi pra casa.

O namorado dela já esperava
no metrô, ela entrou no carro, olhou pra ele e pensou: - Estou com a pessoa certa.

Sorriu.

Fim.
Desenho da modelo Veronica Assis.

quarta-feira, janeiro 14, 2015

Nos últimos dias.

A retirada de dois dentes do ciso foram para mim o ponto baixo da minha vida nos últimos anos.
Senti dor, desconforto, chorei, foi como uma TPM sem fim, eu particularmente não sofro muito de TPM, mas tudo que não sofri nos últimos anos foi compensado nos últimos 10 dias. Calor + arrancar os dentes + dor + desconforto + dieta líquida + Spidufen = CHATICE MODE ON HIGH ULTRA!!!

Amanhã eu tiro os pontos, tenho a esperança de ficar um pouco melhor e aproveitar os últimos dias de férias.

No mais, não quero escrever. Na verdade quero, tenho um monte de coisas guardadas na minha cabeça para eu escrever, mas ás vezes acho melhor deixá-las só lá mesmo.

Um beijo cheio de amor e dor para todos vocês que leem essas coisas que escrevo.

Quando forem arrancar o ciso, pensem em mim....hahahahahahhahahaha