domingo, março 24, 2013

Da vida e da Arte.


A palavra "Casamento" muitas vezes soa de forma assustadora para muitas pessoas. Meus avós não foram exemplos de casamentos felizes, conheço poucas pessoas que falam do próprio casamento de forma bacana, na maioria das vezes falam de maneira irônica e amarga, e eu mesmo do fundo de toda a minha boa vontade, sempre tive medo da palavra e da ação, da prática.
Além disso, nunca fui a menina que ama rosa, que sonha com o príncipe e que queria ter tido a festa de 15 anos e casar com um grande vestido de noiva. Sempre pensei de forma mais livre, o rótulo da palavra sempre me incomodou a ponto de sim, eu acreditar numa vida em comum com alguém, mas abolir os rótulos todos que a palavra traz.
Eu sou livre, não preciso entrar em umas de querer as coisas porque esperam que eu queira e porque rotular é a melhor maneira de aceitá-las. Eu moro junto, eu tenho um casamento com meu companheiro e isso para mim é suficiente, claro que eu gostaria de ter um dinheiro sobrando e fazer uma festa para a minha família e a dele para dizermos: estamos juntos, felizes, planejando o presente e o futuro juntos. Mas ainda não temos esse dinheiro para a festa do nosso jeito.
Vejo tantas coisas bobas, leio nessas redes sociais tanta babaquice, que muitas vezes me pergunto em que mundo essas pessoas vivem, não é o mundo real, é o mundo do deslumbre, do consumismo, do querer por querer. O importante se perde diante de tanta futilidade, para ter meu casamento do meu jeito, eu não preciso de um vestido gigante, nem de uma igreja cheia de lindas flores e tudo que querem que eu acredite para que possamos ser felizes e abençoados. Eu já o tenho e eu posso passar a minha vida toda assim: sendo abençoada pelo Deus que eu acredito e pelas pessoas que me são importantes.
Um dia quando eu puder fazer um happenning do meu jeito, do jeito dele, do nosso jeito, aí sim! Para mim a aliança é só um detalhe de tudo isso, tem muita gente que usa aliança e que não respeita toda a simbologia por trás dela, eu não quero isso para mim, só uso aliança se eu garimpar o ouro e aprender a fundir e fazer as nossas alianças, as coisas só tem sentido para mim se forem assim, construídas, se tiver história, significado além dos rótulos. :)

Nessas últimas semanas fiz bastante coisa, finalmente fiz um quadro que estava encomendado fazia tempo e fiz a Amy Winehouse. 

Amy Winehouse
Acrylic on Canvas - 50 X 80 cm

 Audrey Hepburn
Acrylic on canvas - 70 X 100 cm

 Wall 

domingo, fevereiro 17, 2013

Do futuro-presente para você no passado.


Se eu pudesse ter escrito para você, tantos medos teriam sido evitados, dúvidas, tanta coisa.
Você não é estranha, estranhos são os outros, suas ideias são coerentes, você não é louca porque tem 15 anos e gosta de ler, desenhar e pintar...pensar. Sem a sua mancha no rosto as pessoas começaram a sorrir para você, isso te mostrou um pouco como as pessoas são, como elas respeitam a aparência, como tudo isso de rótulos e aparência são importantes para todo mundo e como todos negam isso e negando não mudam nunca... Depois de tanto tempo sendo hostilizada por ser diferente, não foi muito fácil passar a ser igual, você nunca conseguiu ser igual, continuou calando para não chamar a atenção, e o calar passou a ser o diferencial. Todo mundo fala demais: de si, dos outros, do sexo dos anjos. Você fala pouco, mas quando se sente segura fala e continua fazendo graça sem querer. Você continuou gostando de gatos e tem cada vez mais sabido lidar com eles. Os seus desenhos não são ruins, não pense que são. Você precisa estudar mais, desenhar mais, ter mais experiência com os materiais, alma você sempre teve, sempre teve esse silêncio dentro de si, essa força que muitas vezes parece ser fraqueza, isso você sempre teve. Com o tempo você começará a valorizar tudo isso, vai descobrir com a ajuda de algumas pessoas que isso tudo não é problema, é a coisa mais bela e simples que podem ter e você tem. Você é linda e a vida será muito mais divertida e leve do que é agora. As coisas vão acontecer com a leveza de seus desenhos e mesmo que um dia nunca saibam toda a alma que eles têm, você sempre saberá e isso será o seu legado para a eternidade pelo menos com as pessoas que a conheceram e conheceram suas criações. 




quarta-feira, janeiro 23, 2013

Both

Dois desenhos novos: O da Audrey é estudo para uma tela que vou pintar. O outro é da Amy Winehouse.
Algumas pessoas me perguntam porque eu não desenho assim mais vezes? A resposta é simples: Eu gosto de desenhar assim, mas eu só desenho quem eu quero, quem tem uma importância de alguma forma na minha vida e além dessa importância eu tenho que "ver" de alguma forma linhas que fazem ser atraente a ideia de fazer esse tipo de desenho.
É trabalhoso desenhar assim e o que faz para mim algumas vezes ser legal é o conceito, o que está por trás de eu querer fazer determinada pessoa.
Sempre é um teste de paciência, concentração e persistência.





sábado, janeiro 05, 2013

Friday Night in SP


Estou viva em São Paulo. 

Não quero as Marginais,
Não queros as Radiais, 
Não quero os faróis piscando, me acelerando.
Não quero ser corrompida pela superficialidade de quase tudo que há em SP.

Nem todo lugar é como aqui,
É possível ser tão mais feliz sem isso tudo.
Quando se vive aqui, parece não haver outro lugar para viver. 
Quando se sai e a vida é experimentada em outro lugar, viver aqui não é viver, é sobreviver. 

É o caos, a paranóia, a velocidade, o tempo que passa e você só percebe quando ele já passou. 

O caos.

Eu já amei SP. 
Houve um tempo em que era impossível pensar em viver fora daqui.
Hoje, tá impossível pensar em viver muito tempo aqui. 

São Paulo é bonita vista de cima, sem contato. 

Embaixo, tem o barulho, a competitividade que não leva a nada, a violência, o stress, a loucura, a distância pra ir de um lugar para o outro, os deslumbrados que se acham o máximo porque vivem em SP.

Aqui é bom pra vir passear e depois ter um lugar pra voltar, um lugar onde realmente se viva.

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Pronto. Agora consigo dormir.

sábado, dezembro 29, 2012

Tchau 2012 :)


2012 foi um ano muito especial, foi a consagração de 2011. Um ano cheio de mudanças, coisas boas, superação, choros, amor e verdade. Um ano cheio de verdade. Eu que gosto tanto da verdade tive ela presente o tempo todo nesse ano que está terminando. 
Eu só agradeço. Agradeço as pessoas que estiveram na minha vida em 2011 e 2012. Agradeço por finalmente depois de tanto não me entender, passar a me conhecer tão bem e hoje sei que isso é o maior e melhor presente que alguém pode ter: o autoconhecimento. Eu pareço demagoga com esse papo, mas é a mais pura verdade, a vida faz todo o sentido com o autoconhecimento. Dinheiro, amor, saúde, nada faz sentido se você não se conhece, primeiro se conhecer, depois conhecer o outro. Mais de 3 décadas pra conseguir ser mais próxima de quem eu sou de verdade: livre. 
2013 é um número e será como 2011 e 2012...números bons! Que com as coisas ruins eu aprenda sempre, amadureça sempre, perceba sempre mais que o valor está nas pessoas e não nas coisas ou no que o dinheiro e o poder compram. Obrigada aos meus amigos de verdade, aqueles que estiveram e estão sempre comigo apesar da distância física, aos meus Pais que sempre me deram a liberdade e que teve um tempo que eu não entendia e a via como descaso e desamor, hoje sei que tive a melhor criação, e que tudo converteu pra eu ser quem sou, obrigada ao amor que dou e recebo de volta todos os dias, em casa, na escola e em todos os lugares que vou. 


Feliz Ano Novo! Desejo que todos se sintam um pouco como me sinto: Feliz! Feliz por estar viva, por ser quem sou, por ter a família que tenho, os amigos, o mundo!  
Que 2013 seja maior e mais lindo ainda! Eu sei que será!!! 





sexta-feira, dezembro 07, 2012

Postagem sobre o Nada Pós- Moderno


Vendo entrevistas do Criolo e ouvindo suas músicas, sinto orgulho de fazer parte da mesma geração que ele. É como um presente, já que a minha geração marca pela superficialidade, futilidade, consumismo, etc... características do Pós-Modernismo.

Somos a geração do deslumbre, não sabemos lidar com o simples, com o objetivo, adoramos complicar e reclamar de tudo achando que estamos sendo críticos, quando na verdade estamos só reclamando mesmo e competindo para ver quem tem a vida mais triste.

Queremos a independência, mas precisamos de afirmação o tempo todo, não nos bastamos, é preciso que o outro sempre elogie, sempre opine.

Quando você consegue enxergar tudo isso e vê que o caminho é pensar diferente, um monte de gente te acha egoísta, esnobe, estranho, quando na verdade esses que julgam são do time da Superficialidade completa e só enxergam o seu próprio umbigo (não se colocam no lugar do outro). Acho que existem dois tipos de egoísmo: o bom, aquele que permite com que você se conheça acima de tudo e se conhecendo fica mais fácil entender como funciona os relacionamentos e o ruim, aquele que faz com que você pareça generoso, mas na verdade você está o tempo todo cobrando dos outros atitudes que não tem com o outro.

Depois da Irlanda, de me entregar a esse país com um amor que só eu sei, aprendi que pensar em mim, fazer as coisas pensando no meu bem-estar, não me anular, etc... é o essencial para me relacionar bem com todo mundo... Aqui no Brasil nós gostamos de parecer generosos para sermos reconhecidos, a falsidade norteia nossas atitudes mesmo que de forma inconsciente.

Eu não quero ser melhor que ninguém, eu quero ser eu mesma, como venho sendo. Eu não quero competir para saber quem tem a vida mais triste, a dor mais forte ou a voz mais rouca por conta das aulas. Eu quero é passar algo de bom para os meus alunos, como pessoa e como profissional, quero ser feliz na minha rotina cotidiana, transformar o meu mundo, já que não posso fazer escolhas por todas as pessoas que amo.

quinta-feira, outubro 25, 2012

Ando sumida daqui do blog, não por falta de vontade de escrever, a falta de tempo é o principal motivo.
Quem sentir falta, estou com uma página no facebook para mostrar um pouco do que ando fazendo:
https://www.facebook.com/GiArchanjo

Passa por lá se quiser! :)

Um beijo.

quarta-feira, julho 25, 2012

Out

Ter vivido lá fora me mudou. Não assisto mais TV. Não me interessa mais muita coisa daqui e não é arrogância, percebi que a vida é muito mais linda, muito maior do que os Meios de Comunicação quer que acreditamos que seja. Percebi que somos criados para vivermos na mediocridade e aceitamos, porque a maior parte de nós não tem muita chance de sair e ver como são as coisas, os livros, as informações, tudo isso nos ajuda, mas como a educação do nosso Brasil falha, tudo falha.
É uma bola de neve sem fim.
Cheguei num nível em que não quero mais ver TV, não quero ver os noticiários "pingando" sangue, os programas apelativos e as novelas que não acrescentam nada a minha vida.
Eu sou da música, dos livros, do escrever, pintar, do pensar.
Sou tão melhor assim e isso conquistei lá fora.

Estou pintando, desenhando, pensando, conversando, amando. Estou muito feliz.

Quero voltar logo para lá, visitar os que deixei.






sexta-feira, junho 29, 2012

Box

A ideia desse blog sempre foi falar um pouco sobre a minha arte, consequentemente sobre mim, e aí já vão alguns anos... Tanta coisa se transformou em mim, na minha vida e na minha arte. Progredimos. É a minha constatação. No meu peito sempre terei a saudades, ter me deparado com a Família Young foi um dos maiores presentes da minha vida.  Algumas coisas que me causaram choro e sofrimento num primeiro momento, também foram grandes presentes. Hoje me conheço tanto, e quero sempre me conhecer mais. Tenho tanto que agradecer, eu só agradeço, mesmo as coisas ruins, me fizeram ser gigante, um monstro de força diante de tanta solidão e medo. Agradeço.
Estou muito feliz, eu nunca deixei de acreditar, nunca, eu acredito em mim, acredito no meu trabalho: eu posso ser Au Pair, Professora de Artes, Artista, eu posso ser o que eu quiser porque eu amo. Não sou de Pedra, o amor me move, é esse o meu grande segredo.

Volto pra Europa e não vai demorar, mas minha casa oficial é aqui. rs
E o maior presente foi ter participado do Projeto Oficial de Arte de Rua em Dublin City. 
Foi muito especial para mim.<3


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quarta-feira, junho 06, 2012

Sobre as palavras.




Não existe idioma que decifre uma palavra, ela pode ser cheia e vazia de significados. O que valoriza as palavras são as atitudes, sem elas, as palavras são ocas. Essa constatação me fez ir mais longe: o silêncio e as atitudes significam mais do que palavras e se as palavras podem ser vazias, porque falamos tanto? 

Escrever é diferente, é registrar a palavra. Colocá-la em outro patamar, um degrau acima. 
Não que o registro signifique muita coisa, na literatura permite sonhos, fantasias, conhecimento...Notícias. 
O poder da palavra é tão grande e ao mesmo tempo tão pequeno, varia de pessoa para pessoa. 
A palavra é uma pessoa. 
São tantos tipos de pessoas e tantos tipos de palavras. Tem as fracas, as que não dizem nada, as fortes, corajosas, intensas, as delgadas, superficiais, as chatas, as belas e iluminadas. Tantos, tantos tipos. 

Atribuímos muitos significados e passamos a viver a espera disso, como se viver dependesse da aprovação das palavras/pessoas. Só que somos seres únicos, vários mundos. O significado varia de pessoa para pessoa, então o desejo pode significar para mim A, e B para você; o que é louco, porque são expectativas sempre diferentes, ninguém é igual a ninguém, esse é o grande barato.

Daí eu pego a palavra Amor e vejo tudo que está ligado aos seus significados e penso o Amor é algo para mim e para você pode ser outra coisa, pego Saudade e é a mesma coisa, significados diferentes. Aí penso na atitude, e a palavra atitude??? é vazia se não tiver cheia de ATITUDE... 

Faz um tempo que deixei de acreditar em palavras alheias. Acredito nas minhas, são as únicas palavras que posso controlar, que posso encher de atitude. Procuro deixá-las cheias, intensas de significados, ás vezes nem preciso delas, eu sou elas. 

Eu, a grande palavra ambulante. A que silencia, que erra e acerta, que acredita e se joga. 
A palavra que procura Viver hoje primeiro e depois o amanhã.