quinta-feira, março 12, 2015

Sem nada

"Me arranquei de algumas pessoas, busquei em todos os lugares maneiras de não me arrancar, vi que isso só seria possível se eu não fosse eu, fosse outra pessoa. Me escolhi. Não consigo lutar para ser outra pessoa, assim para agradar, eu luto pelo meu melhor, sem pensar se vou agradar, se não vou - sai em busca dos meus sonhos, aqueles que guardei no pote de margarina."

Disse ela, cansada de tantos ardores, suores e falsos amores.

"Eu não tenho nada, sem nada eu sou livre e livre, feliz."


sábado, março 07, 2015

De alguns sonhos saem doces pensamentos...

Quando eu tinha 17 anos me disseram, assim, sem mais nem menos:
- Quem te disse que você tem talento? isso é coisa que colocaram na sua cabeça, quem disse que você sabe desenhar? Eu não lembro as palavras exatas, mas lembro que fiquei longos 03 anos sem desenhar, não conseguia, simplesmente passei a achar que realmente não era algo que eu queria e que sim, tinham colocado isso na minha cabeça. Falar isso para uma adolescente de 17, 18 anos é muito sério e tenho certeza de quem falou sequer lembra.Talvez eu precisasse daqueles anos para perceber que tinha essa vontade de criar dentro de mim e que não colocaram na minha cabeça. Minha infância e adolescência não foram fáceis, não é fácil estar longe do estereotipo de beleza, de comportamento, etc. Sempre fui sozinha. Achava isso ruim, não entendia bem como e porque eu era assim, achava que não gostavam de mim, que eu era chata, que tinha problemas mentais, psicológicos, tudo... rs Ás vezes acho que me tornei professora de artes para estar do outro lado, ao invés de jogar terra nos sonhos das crianças e dos jovens, fazê-los acreditar. Eu não fui um sucesso de criança, eu não fui uma adolescente inteligente, nem popular, nem bonita, eu não comecei sendo uma boa professora, era atrapalhada, desenho mal, eu me considero uma pessoa esforçada e eu sei que posso me esforçar ainda mais em tudo aquilo que acredito.









segunda-feira, fevereiro 16, 2015

Leve como o peso da Bailarina

Eu não tenho paciência para dramas, eu não tenho paciência para novelas. Eu quero a simplicidade de tudo. Da vida, do amor, do meus traços, das cores, de mim.
Prefiro ser sozinha do que estar entrelaçada em linhas que não são minhas.
Me equilibro, me busco e me acho na minha solidão.
Eu sinto muito e por sentir assim, eu sofro, sou capaz de me punir por não ser o que esperam de mim. A minha salvação é o afastamento, não sou o que esperam, mudar tanto assim me fere e não posso com isso, então vou embora, essa é a minha defesa, estar só.
Ninguém sabe de mim.
A vida é assim, quando você percebe isso, tudo pode parecer pesado mas é leve...
Leve como o peso da bailarina.





segunda-feira, fevereiro 02, 2015

Como a bailarina



Hoje  desenhei bailarinas...várias, fechei os olhos de todas elas, são livres, dançando, flutuando...

E eu querendo ser como elas: leve, solta, cheia de luz e sem mágoas pequenas ou grandes.








segunda-feira, janeiro 26, 2015

Das minhas profundezas.

Eu poderia gritar o mais alto que conseguisse.
Gritar para soltar a tristeza que fica cada vez que a vejo assim.
Poderia esquecer de ir aí, arrumar compromissos, tentar viver a minha vida de filha omissa.
Não ir almoçar, não ir jantar, não ligar. Sumir.
Seria mais fácil sumir e gritar.
Mas aceito com resignação que eu tinha que ser eu.
Eu das profundezas de ser eu mesma.
Eu que vejo você cada dia mais fraca e triste,
Eu que vejo você cada dia menos você.
Você que esquece as coisas e que tem mais medos do que todos nós juntos, e quem dera eu pudesse fazer dos seus medos os meus. Eu os pegaria e colocaria lá longe onde coloco tudo que me tira os sonhos, que me entristece, que me faz sofrer.
Você que eu não consigo esquecer, não consigo colocar longe de mim.
Eu poderia gritar o mais alto que conseguisse.
E mesmo esse grito, o maior grito do mundo, seria baixo diante do que sinto.