terça-feira, outubro 18, 2011

Into the wild

Nesses dias tenho pensado sobre o filme Into the wild. Me identifiquei desde que o vi pela primeira vez, esse desejo de ser livre e ser só, de não se sentir parte de coisa alguma e de procurar algum tipo de solidão como forma de liberdade. Não sei explicar muito bem, sou muitos sentimentos, pensar, escrever, desenhar e pintar me ajuda a colocar um pouco as coisas nos lugares. Confesso, ás vezes essa minha intensidade toda me corrompe, em alguns momento sinto aquela vontade covarde de me perder em pensamentos alienados e assim me perder do que sinto e me perder de mim, mas logo consigo enxergar que esse caminho muitas vezes é mais doloroso, pois faz tudo ser ilusão. Eu procuro a cada dia mais a verdade em mim e nas coisas que faço, eu não falo da verdade hipócrita, que acalma, mas que é uma farsa. Falo da verdade cheia de vontade, da verdade guerreira, aquela que me impulsiona adiante sempre.

Aqui eu me sinto em constante aprendizado, tenho que lidar com sentimentos que trouxe do Brasil, novos sentimentos que eu nem sabia que havia em mim, que talvez o melhor fosse não sentir e confesso, as vezes sinto raiva de sentir.
As coisas de maio para cá foram acontecendo de maneira frenética, eu precisei me destruir para encontrar sentido na reconstrução e agora a "construção" está sólida, a queda serviu para fortalecer a base. Tudo limpo, casa limpa. Casa limpa é perfeita para que? para que? rs entrar alguém com os pés cheios de barro... kkkkkkkkkkkkkk

Coisas não resolvidas em mim me irritam profundamente, gosto de colocar os pratos limpos comigo mesma. Tentar me entender é o primeiro passo para entender e talvez compreender o próximo. É assim que trabalho com as coisas que sinto. 
Ai penso, que se não vivo, não sei... se vivo sei e fico encanada... rs Logo lembro de Shakespeare: To be or not to be, that's question.  

E logo lembro de outro filme: Agentes do Destino, será que tem jeito de fugir de algo? Até que ponto tenho controle sobre as coisas? O que tiver que ser será? Oh céus, é tanta filosofia que parece que tem horas que vou surtar! Ai volto a pensar que se eu não fosse uma "louca" corajosa, não seria eu e se eu não fosse eu que graça teria ser eu...!? ahahhahaahhaah

Putz pior que ainda não conclui esse raciocínio...tenho mais coisas para escrever, mas vou aproveitar um pouco dessa loucura toda na minha próxima pintura, então por hoje é isso. Beijos no coração e se você entra aqui, seja feliz... rs


Um comentário:

ju castori disse...

"A felicidade só é real quando compartilhada". (achei o final perfeito, me emocionei, rs).
Esse filme me faz lembrar um livro maravilhoso chamado Servidão Humana. A busca por um sentido na vida, as inquietudes, as expectativas, as ilusões...