Há um mês minha boca por dentro começou a doer, machucada, parecia que eu tinha mordido o céu da boca e logo melhoraria, mesmo assim resolvi ir ao dentista ver o que poderia ser, fui no dia 9/12. Ele disse que eu tinha mordido e que em dois ou três dias iria ficar bom. Acontece que não melhorou, foi piorando, ele entrou de férias e eu fiquei sem poder comer direito as comidas maravilhosas das festas de fim de ano.
Ontem voltei ao dentista e ele me deu duas opções: ou eu cortaria o excesso de gengiva que estava fazendo eu morder toda a minha boca ou tiraria o ciso. Como já seria a segunda vez que tiraria o excesso de gengiva e já tava sofrendo tanto por causa dela, decidir por tirar os cisos do lado esquerdo.
Nesse momento estou aqui sofrendo. Sempre achei que arrancar os cisos seria horrível, e eu não me decepcionei, é péssimo em cada pequeno detalhe. Parece que tem um bola de pingue pong dentro da minha boca. Não consigo falar, se eu falo a boca volta a sangrar. Eu penso que as coisas são como devem ser, cada coisa em seu lugar. Eu devia ter arrancado antes, tive medo, optei por tirar um pedaço da gengiva, sofri muito e mesmo assim tive que tirar o danado do ciso. A gente não escapa das coisas que são para acontecer. A casa está um silêncio, meu gato nenen sente falta da minha conversa com ele e solta miados horríveis, tentando chamar a minha atenção, eu não consigo falar... risos
Minha vontade era de dormir e acordar só quando já estivesse boa.
Não tenho paciência para desenhar, nem pra ler, só consigo ver filmes na TV.
Quanto ao facebook, tenho aguentado bem, ás vezes comento algumas coisas, dou um like, mas nada que me tire mais do que cinco minutos.
A luta continua minha gente. No momento só queria poder comer uma bela pizzaaaaa!!! risos.
Um beijo para vc que entra aqui e amanhã posto alguma coisa.
terça-feira, janeiro 06, 2015
domingo, janeiro 04, 2015
Dia 2
O segundo dia foi complicado. Amanheci com a boca doendo, estou com algum problema no dente do ciso e meu dentista está de férias, então os últimos 20 dias estão sendo complicados por causa disso. Entrei pouco no facebook, tente não curtir nada, tentei não deixar recados, cheguei a conclusão de que seria melhor desenhar, aí escolhi uma foto para o Mulheres da Timeline.
Mulheres da Timeline é um projeto que estou fazendo para aperfeiçoar o meu desenho mais realista e me manter desenhando sempre. Não tenho como objetivo vender os desenhos, quero que eles entrem em exposição, são desenhos pequenos, geralmente de tamanho A4 em que eu utilizo lápis e aquarela. Eu gosto de fazê-los.
Fiquei o dia todo desenhando e com dor de dente, tinha combinado algo com amigas e acabei desistindo, eu não seria boa companhia para ninguém com tanto incômodo pra falar, pra comer... Acabamos eu e o marido vendo 02 filmes no Telecine: A vida secreta de Walter Mitty e Saving Mr. Banks. Choreiiiiiiiiiiiiiiiiiii.... Acordei com os olhos inchados de chorar por causa dos filmes.
Quero diminuir ainda mais minha frequência de Facebook.
Esses são os desenhos que já fiz para o Projeto MulheresdaTimeline.
O que fiz ontem é o desenho da grávida Kelly.
Bom Domingo e até amanhã com novas aventuras interessantes para vcs.
ehehehehehehehhe
Mulheres da Timeline é um projeto que estou fazendo para aperfeiçoar o meu desenho mais realista e me manter desenhando sempre. Não tenho como objetivo vender os desenhos, quero que eles entrem em exposição, são desenhos pequenos, geralmente de tamanho A4 em que eu utilizo lápis e aquarela. Eu gosto de fazê-los.
Fiquei o dia todo desenhando e com dor de dente, tinha combinado algo com amigas e acabei desistindo, eu não seria boa companhia para ninguém com tanto incômodo pra falar, pra comer... Acabamos eu e o marido vendo 02 filmes no Telecine: A vida secreta de Walter Mitty e Saving Mr. Banks. Choreiiiiiiiiiiiiiiiiiii.... Acordei com os olhos inchados de chorar por causa dos filmes.
Quero diminuir ainda mais minha frequência de Facebook.
Esses são os desenhos que já fiz para o Projeto MulheresdaTimeline.
O que fiz ontem é o desenho da grávida Kelly.
Bom Domingo e até amanhã com novas aventuras interessantes para vcs.
ehehehehehehehhe
desenhos, arte, cultura, cores,
Arte,
Desenho,
dordedente,
Exposição,
facebook,
filmes,
fotografia,
mulheresdatimeline
sexta-feira, janeiro 02, 2015
Dia 1
Uma das minhas primeiras resoluções para esse ano foi dar um tempo de Facebook.
Resolvi isso por perceber que muitas postagens mais me irritam do que qualquer outra coisa, pode ter sido também o calor. Aqui em SP anda fazendo um calor que é insuportável para quem gosta tanto do frio como eu. Sinto muita falta da minha amada Irlanda, todos os dias sinto, mas quando o calor é assim, sinto um pouquinho mais.
Vou postar aqui no decorrer desses dez dias. O meu desejo é entrar o minimo possível e não fazer nenhuma postagem. Não responder comentários, não responder mensagens, ficar alheia mesmo a esse mundo "virtual".
Nesse ano de 2014 pude lidar com vários sentimentos, a impressão que tive foi de um ano de testes.
Foram tantas decepções, tantas, tantas, que não consegui contabilizar. Em nenhum momento senti ou sinto dentro de mim uma chama me pedindo para correr atrás dessas relações ou pedir algum tipo de desculpas. Eu sou assim, se sinto vou, faço, supero e pronto. As decepções foram todas porque criei expectativas em relação ás pessoas, expectativas alimentadas por relações de carinho, por mídias sociais, por eu esperar das pessoas ações que eu acho que eu teria. Foram muitos casos, muitas promessas vazias, muita vontade de me isolar e ficar sozinha. Nisso tudo consegui me achar, me estudar, chegar tão fundo em mim que em alguns momentos tive medo, mas me mantive firme, buscando em mim a resposta.
Por isso o ano de 2014 foi bom. Agradeço a ele (2014), o melhor de mim, o meu amadurecimento, vem com as decepções que tenho. Vejo isso a cada dia que passa. Deixo vocês com um trecho da Clarice Lispector:
A Lucidez Perigosa
Estou sentindo uma clareza tão grande
que me anula como pessoa atual e comum:
é uma lucidez vazia, como explicar?
Assim como um cálculo matemático perfeito
do qual, no entanto, não se precise.
Estou por assim dizer
vendo claramente o vazio.
E nem entendo aquilo que entendo:
pois estou infinitamente maior que eu mesma,
e não me alcanço.
Além do que:
que faço dessa lucidez?
Sei também que esta minha lucidez
pode-se tornar o inferno humano
- já me aconteceu antes.
Pois sei que
- em termos de nossa diária
e permanente acomodação
resignada à irrealidade -
essa clareza de realidade
é um risco.
Apagai, pois, minha flama, Deus,
porque ela não me serve para viver os dias.
Ajudai-me a de novo consistir
dos modos possíveis.
Eu consisto,
eu consisto,
amém.
Clarice Lispector LISPECTOR, C. A Descoberta do Mundo . 2. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1984.
Resolvi isso por perceber que muitas postagens mais me irritam do que qualquer outra coisa, pode ter sido também o calor. Aqui em SP anda fazendo um calor que é insuportável para quem gosta tanto do frio como eu. Sinto muita falta da minha amada Irlanda, todos os dias sinto, mas quando o calor é assim, sinto um pouquinho mais.
Vou postar aqui no decorrer desses dez dias. O meu desejo é entrar o minimo possível e não fazer nenhuma postagem. Não responder comentários, não responder mensagens, ficar alheia mesmo a esse mundo "virtual".
Nesse ano de 2014 pude lidar com vários sentimentos, a impressão que tive foi de um ano de testes.
Foram tantas decepções, tantas, tantas, que não consegui contabilizar. Em nenhum momento senti ou sinto dentro de mim uma chama me pedindo para correr atrás dessas relações ou pedir algum tipo de desculpas. Eu sou assim, se sinto vou, faço, supero e pronto. As decepções foram todas porque criei expectativas em relação ás pessoas, expectativas alimentadas por relações de carinho, por mídias sociais, por eu esperar das pessoas ações que eu acho que eu teria. Foram muitos casos, muitas promessas vazias, muita vontade de me isolar e ficar sozinha. Nisso tudo consegui me achar, me estudar, chegar tão fundo em mim que em alguns momentos tive medo, mas me mantive firme, buscando em mim a resposta.
Por isso o ano de 2014 foi bom. Agradeço a ele (2014), o melhor de mim, o meu amadurecimento, vem com as decepções que tenho. Vejo isso a cada dia que passa. Deixo vocês com um trecho da Clarice Lispector:
A Lucidez Perigosa
Estou sentindo uma clareza tão grande
que me anula como pessoa atual e comum:
é uma lucidez vazia, como explicar?
Assim como um cálculo matemático perfeito
do qual, no entanto, não se precise.
Estou por assim dizer
vendo claramente o vazio.
E nem entendo aquilo que entendo:
pois estou infinitamente maior que eu mesma,
e não me alcanço.
Além do que:
que faço dessa lucidez?
Sei também que esta minha lucidez
pode-se tornar o inferno humano
- já me aconteceu antes.
Pois sei que
- em termos de nossa diária
e permanente acomodação
resignada à irrealidade -
essa clareza de realidade
é um risco.
Apagai, pois, minha flama, Deus,
porque ela não me serve para viver os dias.
Ajudai-me a de novo consistir
dos modos possíveis.
Eu consisto,
eu consisto,
amém.
Clarice Lispector LISPECTOR, C. A Descoberta do Mundo . 2. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1984.
segunda-feira, dezembro 15, 2014
A liberdade de ser.
Quando você vai ficando mais velha vai entendendo melhor algumas coisas e passa a valorizar ainda mais a educação que teve. Sábado cortei o cabelo. Ficou bem curtinho mesmo, aí ontem tirei uma foto e pensei: - Como de menino, como eu sempre quis e nunca tive a coragem.
Pode parecer uma coisa boba, fiquei pensando sobre isso: "Como de um menino..."

Voltei a minha infância, sou eu e mais dois irmãos (meninos), nossos pais podem ter errado em muitas coisas, mas também acertaram muito, nunca teve diferença na forma de criar os meninos e eu, principalmente por parte de meu pai... Meu Pai nunca me disse: - Mas você não pode, você é menina. Não deve sentar assim, não pode ir em tal lugar... etc... Nunca ouvi esse tipo de coisa do meu Pai. Para ele sempre fomos pessoas, nunca importou o sexo que nascemos. Isso foi tão bom, tão libertador, ser menina não é fácil, ser mulher não é fácil, no fim da minha infância as transformações que aconteceram em meu corpo marcaram minhas lembranças, eu odiei crescer, eu não estava preparada, eu queria ser criança a qualquer custo, não foi nada fácil pra mim ver que estava crescendo.
Eu nunca fui tratada como lady, como princesa, eu era a Gi e ser a Gi era ser livre. Eu podia querer cortar os cabelos, eu podia querer usar as roupas que quisesse, eu odiava maquiagem e usava camisetas gigantes pra esconder meu corpo, eu era feliz, só não era feliz na escola porque lá eu era tida como esquisita, as outras meninas da minha idade já eram preparadas para serem meninas, eu fui preparada para ser livre, para ser o que eu quisesse.
Eu nunca fui tratada como lady, como princesa, eu era a Gi e ser a Gi era ser livre. Eu podia querer cortar os cabelos, eu podia querer usar as roupas que quisesse, eu odiava maquiagem e usava camisetas gigantes pra esconder meu corpo, eu era feliz, só não era feliz na escola porque lá eu era tida como esquisita, as outras meninas da minha idade já eram preparadas para serem meninas, eu fui preparada para ser livre, para ser o que eu quisesse.
A sociedade não vê pessoas assim com bons olhos, não aqui no Brasil. Se todos os pais criassem os seus filhos ensinando-os a serem antes de tudo boas pessoas, talvez houvesse menos preconceitos, mais educação, menos distinção entre sexos.
Agradeço muito aos meus pais, não sei se eles tinham noção disso, mas ser livre para ser uma pessoa, independente de ser homem ou mulher, da cor, da forma de seu corpo, da orientação sexual, etc... cria seres humanos melhores, com mais empatia, com sensibilidade para se colocar no lugar do outro. Essa liberdade que sempre tive não tem preço.
Posso ter sofrido muito por não ser entendida, mas eu sei o quanto ser livre me fez e me faz bem até hoje.
Agradeço muito aos meus pais, não sei se eles tinham noção disso, mas ser livre para ser uma pessoa, independente de ser homem ou mulher, da cor, da forma de seu corpo, da orientação sexual, etc... cria seres humanos melhores, com mais empatia, com sensibilidade para se colocar no lugar do outro. Essa liberdade que sempre tive não tem preço.
Posso ter sofrido muito por não ser entendida, mas eu sei o quanto ser livre me fez e me faz bem até hoje.
segunda-feira, novembro 10, 2014
Má
Todos os dias eu penso: como sou uma madrinha má. Eu nunca estou presente apesar de todos os dias pensar nela. Eu não tenho paciência com crianças quando estou fora do meu horário de trabalho. Ouço barulho de criança quando estou longe da escola e a primeira coisa que vem na minha cabeça é: FUGIR! Eu sou Professora, acho que enquanto eu for professora eu não consigo conviver com crianças. É a herança que me ficou.
Eu não consigo pensar em um gesto de aproximação e ternura com a minha afilhada.
Ás vezes penso, ela poderia ter uma madrinha querida, paciente, doce, tudo o que eu não sou. Poderia ter uma madrinha presente, coisa que eu nunca vou conseguir ser. O que mais me dói é que ela não tem culpa. É uma criança. Eu sou culpada, eu gostaria de esquecer tudo que eu sofri e que ficou em mim como uma marca. Qualquer pessoa daquele passado me dói uma dor física.
O tempo passa e eu não consigo pensar em uma forma de fazer doer menos principalmente por ela. Não quero que ela sofra, não quero sofrer. Penso em alternativas e não chego a nenhuma conclusão. Vou abrir uma caderneta de poupança pra ela e quando ela tiver 18 anos mandar a senha pra ela gastar o dinheiro com o que quiser. Isso não me abona, não faz eu me sentir melhor, mas é uma ação, faz eu me sentir menos pior.
Assinar:
Postagens (Atom)







